Hormonal

Menopausa e climatério

Fogachos, insônia, oscilações de humor e ressecamento têm tratamento — sempre a partir de avaliação individual e, quando indicada, reposição hormonal criteriosa.

  • Diagnóstico por exame
  • Presencial · SP e Marília
  • CRM-SP 66.947
Dr. Mauro Formica em atendimento na clínica de medicina integrativa

O que é menopausa e climatério?

Menopausa é o fim natural dos ciclos menstruais, confirmado após 12 meses sem menstruar, em geral entre 45 e 55 anos. O climatério é a transição ao redor dela, marcada pela queda de estrogênio e progesterona. Pode causar fogachos, insônia, alterações de humor e ressecamento — avaliados por histórico e exame antes de qualquer conduta.

O climatério é a fase de transição em que os ovários reduzem gradualmente a produção de estrogênio e progesterona, culminando na menopausa — o marco definido por 12 meses consecutivos sem menstruação. É um processo natural, não uma doença, mas os sintomas dessa queda hormonal podem afetar bastante a qualidade de vida e merecem avaliação.

As queixas variam muito de mulher para mulher: algumas passam por essa fase com poucos sintomas, outras convivem com fogachos intensos, insônia, alterações de humor, ressecamento vaginal e mudanças na composição corporal. Por isso o ponto de partida é sempre a avaliação clínica individual, com histórico detalhado e, quando indicado, exames — e não um protocolo padrão.

Quando há sintomas relevantes e não existem contraindicações, o médico pode avaliar a indicação de terapia hormonal, sempre individualizada e sob acompanhamento. A reposição é conduzida para aliviar sintomas e proteger a saúde quando há benefício esperado — não como método para prevenir ou modular o envelhecimento. O Dr. Mauro Formica soma mais de 30 anos de prática clínica a formação em medicina integrativa, com atendimento presencial em São Paulo (Pinheiros) e Marília.

Sinais e sintomas

Queixas inespecíficas que valem investigação — nenhuma, isolada, fecha diagnóstico.

  • Fogachos e ondas de calor
  • Suores noturnos e insônia
  • Alterações de humor e irritabilidade
  • Ressecamento vaginal e desconforto íntimo
  • Queda da libido
  • Névoa mental e lapsos de memória
  • Ganho de peso e mudança na composição corporal
  • Queda de cabelo e alterações na pele

O que causa os sintomas da menopausa?

Os sintomas vêm da queda de estrogênio e progesterona no climatério. A intensidade varia conforme genética, estilo de vida, peso, sono e outras condições de saúde — por isso duas mulheres na mesma idade podem ter experiências muito diferentes.

Com a redução da função ovariana, os níveis de estrogênio e progesterona caem de forma progressiva e, muitas vezes, irregular durante o climatério. Essa oscilação é o que dispara sintomas como fogachos, alterações de sono e de humor, antes mesmo de a menstruação cessar por completo.

Fatores como sobrepeso, tabagismo, sedentarismo, estresse crônico e distúrbios de sono podem intensificar os sintomas. Algumas condições — tireoide, alterações metabólicas — produzem queixas parecidas e precisam ser diferenciadas na avaliação, para que o tratamento mire a causa certa.

A transição costuma acontecer entre os 45 e os 55 anos, faixa que a Organização Mundial da Saúde descreve como parte do envelhecimento biológico; segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), no Brasil a menopausa ocorre em média aos 48 anos, e cerca de 17 milhões de mulheres entre 40 e 65 anos estão hoje no climatério.

A queda do estrogênio também acelera a perda óssea — de acordo com a Endocrine Society, até 20% da massa óssea pode ser perdida ao longo da menopausa e do período que se segue. É por isso que a saúde do osso entra na avaliação mesmo quando não há queixa nenhuma sobre ele.

  • Queda de estrogênio e progesterona
  • Oscilação hormonal do climatério
  • Peso, sono e estresse influenciam a intensidade
  • Tireoide e alterações metabólicas podem imitar sintomas

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da menopausa é principalmente clínico: baseia-se na idade, no padrão menstrual e nos sintomas. Exames hormonais (como FSH e estradiol) e um painel metabólico e nutricional ajudam a confirmar a fase e a afastar outras causas quando há dúvida.

Na maioria dos casos, a menopausa é reconhecida pela história clínica — idade típica e ausência de menstruação por 12 meses — sem necessidade de exames para o diagnóstico em si. A avaliação laboratorial entra para esclarecer situações menos claras, investigar outras causas e planejar a conduta.

A avaliação costuma incluir função tireoidiana, glicemia e perfil metabólico, além de marcadores de saúde óssea e cardiovascular quando indicado. Esse conjunto orienta decisões sobre estilo de vida, suplementação e a eventual indicação de terapia hormonal, sempre de forma individualizada.

  • Diagnóstico clínico (idade, ciclos, sintomas)
  • FSH e estradiol quando há dúvida
  • Função tireoidiana e perfil metabólico
  • Avaliação de saúde óssea e cardiovascular quando indicada

Como a menopausa é tratada

O tratamento é individualizado. Medidas de estilo de vida — sono, atividade física, alimentação — acompanham qualquer conduta. Quando há sintomas relevantes e não há contraindicações, a terapia hormonal pode ser indicada; existem também opções não hormonais para casos específicos.

Não há tratamento único para a menopausa. Ajustes de sono, atividade física, alimentação e controle de peso melhoram sintomas e saúde geral, e são a base para todas as pacientes. Suplementações são indicadas conforme os exames, não de forma genérica.

Vale saber que os fogachos podem durar bem mais do que se imagina: no estudo SWAN, publicado no JAMA Internal Medicine, entre as mulheres que tinham sintomas vasomotores frequentes a duração mediana foi de 7,4 anos, com cerca de 4,5 anos persistindo já depois da última menstruação. Trata-se de coorte norte-americana e de mulheres com sintomas frequentes — não de toda mulher no climatério —, mas ajuda a dimensionar por que o acompanhamento costuma ser longo.

Quando os sintomas impactam a qualidade de vida e não há contraindicação, a terapia hormonal (estrogênio, com ou sem progesterona) pode ser indicada, com tipo, via e dose definidos caso a caso e reavaliação periódica. Para quem não pode ou não deseja fazer reposição, há alternativas não hormonais. A decisão é sempre compartilhada e conduzida pelo Dr. Mauro Formica, com base em exames e no histórico de cada paciente.

Segurança e cuidados

A terapia hormonal é um procedimento médico que exige avaliação prévia, checagem de contraindicações e acompanhamento com exames — nunca automedicação. Câncer hormônio-dependente, eventos trombóticos e algumas doenças cardiovasculares ou hepáticas são situações que precisam ser avaliadas antes.

A indicação e a segurança da terapia hormonal dependem do perfil de cada mulher: idade, tempo desde a menopausa, histórico pessoal e familiar. Por isso a decisão passa por uma anamnese cuidadosa e exames, e o acompanhamento contínuo permite ajustar a conduta ao longo do tempo.

Por se tratar de conduta médica, a terapia hormonal não deve ser buscada fora de avaliação profissional nem com finalidade de modular o envelhecimento. O Dr. Mauro Formica, médico, CRM-SP 66.947, conduz pessoalmente a avaliação e os retornos, com decisões baseadas em exames e no equilíbrio entre riscos e benefícios.

Consultório do Dr. Mauro Formica, em São Paulo
Como conduzimos

Diagnóstico primeiro, conduta depois

Nenhuma reposição é iniciada sem exames que confirmem a deficiência. A avaliação combina consulta detalhada, painel laboratorial e composição corporal — para tratar a causa certa, de forma individualizada e acompanhada.

Tratamento indicado

Saúde Hormonal e Metabólica

Correção de deficiências hormonais e metabólicas diagnosticadas por exame — com avaliação aprofundada, conduta individualizada e acompanhamento contínuo.

Conhecer o tratamento

Quando procurar avaliação médica

  • Fogachos ou suores noturnos que atrapalham o dia a dia
  • Insônia persistente ligada à transição hormonal
  • Alterações de humor, irritabilidade ou desânimo sem causa clara
  • Ressecamento ou desconforto íntimo e queda de libido
  • Ganho de peso resistente a dieta e exercício nessa fase
  • Dúvidas sobre iniciar, manter ou suspender terapia hormonal

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre climatério e menopausa?+

Climatério é a fase de transição em que os hormônios caem gradualmente, com sintomas que podem começar anos antes da última menstruação. Menopausa é o marco: 12 meses consecutivos sem menstruar. Ou seja, a menopausa é um momento dentro do climatério.

Toda mulher precisa fazer reposição hormonal?+

Não. A terapia hormonal é indicada quando há sintomas relevantes e não existem contraindicações. Muitas mulheres passam pela transição com poucas queixas e não precisam de reposição; a decisão é individual, baseada em avaliação e exames.

A terapia hormonal serve para antienvelhecimento?+

Não. A terapia hormonal na menopausa é indicada para aliviar sintomas e proteger a saúde quando há benefício esperado — não para prevenir, retardar ou modular o envelhecimento. Essa distinção orienta toda a conduta.

Preciso de exames para diagnosticar a menopausa?+

Nem sempre. Na maioria dos casos o diagnóstico é clínico, pela idade e pelo padrão menstrual. Exames como FSH e estradiol ajudam em situações menos claras, e um painel metabólico orienta a conduta e afasta outras causas dos sintomas.

Quem não pode fazer terapia hormonal?+

Situações como câncer hormônio-dependente, histórico de trombose e algumas doenças cardiovasculares ou hepáticas exigem cautela ou contraindicam a reposição. Por isso a avaliação prévia é essencial, e existem alternativas não hormonais para esses casos.

Onde o Dr. Mauro Formica atende?+

O atendimento é presencial, nas unidades de São Paulo (Pinheiros) e Marília. A avaliação inclui consulta detalhada e solicitação de exames quando indicado, com retornos para acompanhamento e ajuste da conduta.

Fontes

  1. 1.Menopausa: cerca de 17 milhões de mulheres no Brasil estão no climatérioFEBRASGO — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2025
  2. 2.Menopause — Fact sheetOrganização Mundial da Saúde (OMS), 2024
  3. 3.Duration of menopausal vasomotor symptoms over the menopause transition (SWAN)JAMA Internal Medicine, 2015
  4. 4.Menopause and Bone LossEndocrine Society, 2022

Conteúdo informativo, sem finalidade de diagnóstico ou tratamento. Os dados citados descrevem populações estudadas e não representam resultado individual esperado.

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Conteúdo informativo e educativo — não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Resultados variam conforme cada paciente. Toda conduta é individualizada e realizada sob avaliação médica. Dr. Mauro Formica, médico — CRM-SP 66.947.